Como escolher uma Bicicleta Elétrica
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Como escolher uma Bicicleta Elétrica

Finalmente a moda das bicicletas também chegou a Portugal. O centro de Lisboa já começa a parecer uma verdadeira cidade dos países do norte da Europa, com as suas ciclovias, semáforos especiais para as bicicletas e até bicicletas partilhadas. Porém, andar de bicicleta em Portugal, nomeadamente Lisboa será sempre mais complicado do que nas cidades Holandesas e Dinamarquesas, por causa de um factor em específico: as colinas! Apesar da cidade ter bastantes sítios planos, facilmente acessíveis de bicicleta, também existem zonas da cidade mais inclinadas que dificultam o acesso de duas rodas.

Felizmente existe uma solução: as bicicletas elétricas ou E-Bikes! Estas bicicletas motorizadas oferecem aquela ajuda que dá bastante jeito a subir ou a pedalar contra o vento. Porém, sabia que nem todas as bicicletas elétricas são iguais? Conheça as diferentes opções existentes no mercado e escolha a melhor para si!

O Motor

O motor e a bateria são os dois componentes principais que fazem uma bicicleta eléctrica diferir de uma bicicleta normal. Nomeadamente em relação ao motor existem muitas características que fazem a diferença entre uma e-bike de alta qualidade e um de gama inferior.

A posição

A posição do motor é muito importante para a sua estabilidade e agilidade. Em geral existem 3 posições onde o motor pode ser colocado:

Motor traseiro

Nas bicicletas eléctricas encontradas em portugal, a grande maioria tem o motor atrás. É um dos métodos mais económicos, o que torna estas bicicletas eléctricas mais acessíveis em termos de preço. Estes motores também são silenciosos e consegue-se travar com o motor o que gera energia. A grande desvantagem do motor atrás é, que não há espaço para colocar um sistema de mudanças em cubo. Isto significa que a bicicleta fica limitada ao uso de um desviador, que requerem muito mais manutenção e são mais frágeis.

Como o peso do motor fica atrás, o peso também não é equilibrado, o que diminui o rendimento da bateria. Também torna a bicicleta muito menos estável, porque a bicicleta é “empurrada” pelo motor em vez de ser puxada, assim o condutor da bicicleta tem muito menos controlo sobre a bicicleta. Por último, ter o motor atrás dificulta imenso a mudança do pneu e convém ser feito sempre por um profissional.

Motor frontal

Relativamente ao motor frontal, este sistema é a mais encontrada nas bicicletas holandesas e dinamarquesas. Isto porque os motores à frente são resistentes e econômicos. Podem ser combinados com qualquer tipo de sistema de mudanças e fornece a mesma potência independentemente da mudança escolhida. Mesmo assim, existem algumas desvantagens do motor frontal. A bicicleta perde um pouco a sua agilidade, pelo facto do guiador ficar mais `pesado´, mas torna-se mais estável e seguro que uma bicicleta com o motor traseiro, porque existe um maior controlo da direcção e da potência.

Motor no meio

A terceira zona onde o motor pode ser colocado é no eixo dos pedais, ou seja, no meio da bicicleta. Este método é o melhor porque equilibra o peso do motor pela bicicleta toda, tornando-a mais estável e segura. Outra vantagem é que este motor não necessita de um sensor de rotação separado, como é o caso do motor à frente ou atrás. Assim a probabilidade de distúrbios no motor é minimizado. Porém, este método é um pouco mais dispendioso, pois tem de ser colocado no quadro da bicicleta, em vez de ser simplesmente na roda. Mesmo assim, para quem tenha um pouco mais para gastar, esta é a melhor opção para uma bicicleta eléctrica.

A potência e a força

Quando se sobe uma inclinação, é importante que a bicicleta tenha potência e força o suficiente. A potência geral do motor na maioria das e-bikes está limitada aos 250W. Porém, existem ainda algumas diferenças.

A força do motor determina a sua capacidade de subir inclinações, e a rapidez no arranque e pode ser medida em Volts (V) e em Newton metros (Nm). Quanto maior o número de volts, maior será a força do motor. A maioria das bicicletas elétricas no mercado oferecem voltagens entre 24V e 48V, sendo o mais comum os 36V. Também os Newton metros influenciam a força do motor, na medida em que, quanto maior o número de Nm, maior a força do motor. A grande maioria dos motores no mercado apresentam uma força entre os 40Nm e os 75Nm, porém, essa informação muitas vezes não é divulgada pelo fabricante e não está então disponível para o consumidor.

Sensor de rotação ou de força

O motor apenas assiste quando detecta que o eixo dos pedais está em movimento. Esse movimento pode ser detectado com 2 tipos de sensores: um sensor de rotação, ou um sensor de força.

Sensor de rotação

O sensor de rotação detecta, tal como o nome indica, se existe uma rotação dos pedais. Este sensor não consegue então medir a força que está a ser colocada sobre os pedais e oferece assim um nível de assistência sempre igual. Este tipo de sensor é mais econômico, porém, algumas pessoas consideram que parece menos natural do que um sensor de força.

Sensor de força

O sensor de força mede a força que está a ser feita sobre os pedais e oferece assistência de acordo com isso. Significa que quanto mais força fizer, maior será a assistência do motor. Assim o sensor de força parece muito natural porque a assistência oferecida depende sempre da força aplicada aos pedais. Uma desvantagem é que este tipo de sensor é mais caro que o sensor de rotação.

A Bateria

Agora passando para coisas mais técnicas, a bateria é das partes mais importantes da bicicleta, mas também das partes mais complicadas de entender. É necessário perceber como é que vai variar o alcance e a potência de uma bicicleta eléctrica quando se varia a bateria. O que nos interessa numa boa bateria é a quantidade de carga que a bateria nos consegue oferecer, isso e o peso que ela vai adicionar à bicicleta. Normalmente uma bateria com mais capacidade é mais pesada que uma com menos capacidade, mas também, como o peso aumenta, a sua eficiência diminui. Por esse motivo é necessário haver uma boa combinação entre peso e capacidade da bateria.

Em termos da bateria, elas são medidas tanto em Amperes por hora como em Watts por hora. Dependendo do fabricante das baterias, elas têm uma ou outra nomenclatura, tendo o mesmo significado. Estes valores representam a quantidade de energia que a bateria consegue fornecer ao motor ao longo do tempo. Uma bateria de uma E-Bike com mais Amperes por hora tem a capacidade de fornecer a mesma potência e a mesma voltagem ao longo do tempo, durante mais tempo, do que uma bicicleta com menos Amperes hora. Simplesmente significa que numa hora, aquela bateria consegue fornecer X Amperes. Por exemplo, uma bateria com 10 Amperes por hora, ligada a uma máquina que consome 1 Amper por hora, vai estar a fornecer sempre 1 Ampere à máquina, durante 10 horas! Os mesmos cálculos devem ser feitos com os Watts hora, mas agora em vez de Amperagem é em Potência (Volts x Amperes = Watts).

Sendo assim, uma bateria, com uma certa capacidade vai aguentar metade do tempo com um motor de 500 Watts do que com um motor de 250 Watts. Se as bicicletas estão limitadas, em velocidade, a 25 kilometros por hora, comprar uma bicicleta com um motor mais forte e com mais potência é desnecessário, sabendo que um bom motor de 250 Watts tem a força suficiente para atingir a velocidade máxima, mesmo em inclinações acentuadas. Sendo assim, os extra Watts de potência só vão encarecer a E-Bike, não sendo bem aproveitados.

O sistema, no seu todo, é como um balde cheio a deitar água por uma mangueira: Quanto maior o balde (mais potência ou fluxo por hora), mais água consegue caber no seu interior, ou seja, mais potência cabe (Watts por hora). Quanto maior o diâmetro da mangueira, mais fluxo de água existe na mangueira e mais fluxo de energia passa por ela (Amperes). A força com que a água tende em escapar é equiparada à Tensão (Volts). Assim, a potência da água ao sair da mangueira é igual à relação entre o fluxo da água e a força da água na mangueira (Watts = Volts x Amperes).

Se aumentarmos o diâmetro da mangueira, aumenta o fluxo de água e consequentemente a potência da água. Dessa forma, vamos ficar sem água no balde mais rápidamente. De outra forma, se também aumentarmos a força da água no balde, colocando, por exemplo, a água numa prensa, mas mantendo o diâmetro da mangueira, a mesma quantidade de água vai sair do balde de forma mais rápida.

Este é um breve resumo do que acontece numa bicicleta eléctrica. Queremos uma bateria que aguente muito tempo, mas temos de ter a noção da Tensão do motor e da potência do motor para perceber qual a distância que vamos percorrer com uma recarga.

Conclusões

Se pretende comprar uma bicicleta eléctrica nos próximos tempos convém conhecer bem as características da bicicleta e qual vai ser a sua finalidade. Uma E-Bike para fins desportivos não vai ser igual a uma E-Bike citadina. Uma é feita para grandes velocidades, melhor aerodinâmica e maior perfomance em geral. A outra é mais para o utilizador sentir o melhor conforto possível, para ter o menos manutenção e para ser versátil dentro da cidade. Tudo depende do uso que vamos dar à bicicleta eléctrica.

Para uma E-Bike de cidade recomendamos sempre uma bateria que tenha um pouco mais de capacidade se o objectivo for andar com ela de casa ao trabalho e do trabalho para casa. Uma bateria entre os 8.7A/h e os 10.4A/h é o ideal.

Recomendamos também um motor de 36V e 250 Watts de potência, pois, para um limite de 25 Km/h, esta é a força ideal para usar numa bicicleta eléctrica de cidade. Mais que 250 Watts e mais que 36 Volts são bicicletas feitas para desporto ou então para bicicletas mais pesadas, como é o caso das cargo bikes. Em termos da posição do motor é consoante o conforto e a preferência de quem as usa. No nosso caso, nós recomendamos e preferimos sempre motores frontais e motores centrais.